ABPRH debate ética e transparência sob a ótica corporativa

Além de Milva Pagano, o painel contou com a participação de Rodrigo Bertoccelli, Helio Ferreira Moraes e Giselle Dalan


Ética e transparência caminham juntas e, no universo corporativo, são potencializadas por uma cultura de integridade, na qual prevalece a honestidade no relacionamento com todos os seus stakeholders, inclusive seus colaboradores. Para discutir o papel atual na construção de relações éticas e debater o quão transparente é a relação entre empresa e colaborador, o IV Fórum de Tendências de RH, realizado em São Paulo pela ABPRH (Associação Brasileira de Profissionais de RH), promoveu um debate com especialistas da área.


Moderado pela presidente da ABPRH, Milva dos Santos Pagano, o painel ‘Ética e Transparência: um caminho sem volta’ contou com a participação de Rodrigo Bertoccelli, presidente do IBDEE (Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial), de Helio Ferreira Moraes, advogado especialista em Tecnologia e Inovação e sócio da PK Advogados, e Giselle Dalan, Legal & HR LATAM Director da Genesys.


Milva abriu o debate fazendo a consideração que todos os profissionais em palco eram formados em direito, inclusive ela, mas que deixariam o ‘juridiquês’ de lado para tratar as questões de ética e transparência sob a ótica do RH. “Percebemos pelo momento político do nosso país, que as pessoas clamam por ética. Porém, muitas vezes não observamos nossos comportamentos. Cometemos pequenas e medias infrações o tempo inteiro. Esse exercício da auto observação requer coragem”, afirmou.


Mais que suportar os colaboradores com treinamento e iniciativas de motivação, o RH deve atuar como área de integração da inteligência. Para Helio Ferreira Moraes, o RH tem sobretudo o papel de fortalecer a cultura de ética e acolher as pessoas que trabalham orientadas a valores. “Estamos em um momento de mudar a cultura das empresas brasileiras. O papel do RH é mostrar que cumprir regras não onera a empresa. É possível fazer negócio no Brasil de maneira ética”, afirmou


Ex-jurídico da Construtora Andrade Gutierrez, Rodrigo Bertoccelli falou sobre como o sistema pode corromper e contaminar um ciclo e como o RH pode atuar no sentido de criar uma cultura de efetividade nas empresas. “Compliance são pessoas e condutas. Não adianta a empresa ter foco no resultado se não der valor pra conduta”. Segundo ele, do ponto de vista jurídico, a empresa pode ser responsabilizada por atos de corrupção de funcionários, por isso, é importantíssima a intervenção do RH no estabelecimento de uma cultura de ética e compliance na companhia. “Ainda vemos empresas que contratam por competência técnica e demitem por comportamento. É preciso mudar e contratar pessoas íntegras”.


Gisele Dalan foi contratada com o desafio de trazer cultura de ética e compliance para América Latina na Genesys. Para ela, compliance não são as regras e sim comportamento das pessoas no cumprimento delas. “O RH não tem como exigir um comportamento e contratar outro. É preciso estar atento a comportamentos de gente que gosta de dar jeitinho ou levar vantagem sempre. É preciso reconhecer comportamentos nocivos, assim como promover os que merecem, mas com auditoria para que o processo seja sempre transparente e claro”.


Por fim, Milva pediu que, dentro do contexto da ética, cada um deixasse uma mensagem de encerramento em uma palavra. Rodrigo disse sustentabilidade, justificando que não vale a pena fazer o errado. Gisele escolheu integridade lembrando que cada um tem que buscar a sua. Helio optou por oportunidade, salientando que esta é a oportunidade ímpar de mudar uma cultura no Brasil e Milva citou confiança, mas confessou que poderia ter escolhido coragem.


© 2018 por ABPRH Associação Brasileira dos Profissionais de RH | Av. das Nações Unidas, 14.401 - Conj 1302 - Torre Tarumã

Parque da Cidade - São Paulo/SP - CEP: 04794-000 

Orgulhosamente criado por Eleven2You