Como os executive search veem o mercado de CEOs

Especialistas apresentaram painel do VIII Fórum de CEOs


O painel “A visão dos líderes de executive search no Brasil: o mercado para CEOs e insights”, que integrou a agenda do VIII Fórum de CEOs, reuniu headhunters para debater os caminhos e as características pessoais e profissionais que o mercado busca, hoje, nos executivos que ocuparão os cargos mais altos das empresas. Moderado por Flavia Gamonar, professora, empreendedora e escritora, o debate trouxe à tona algumas observações cruciais para quem vislumbra um cargo de liderança.


“Para bons CEOs o mercado está sempre aquecido”, declarou Angela Pegas, consultant da EgonZehnder, ao citar que mesmo em um cenário de crise as empresas continuaram ativas buscando profissionais para ocupar suas vagas internas. “Isso mostra que o mercado está bastante maduro para se deixar abalar pelo período eleitoral”, complementou.


A especialista, que acredita que a transformação digital é a “bola da vez” e, portanto, precisa estar no foco da atenção dos profissionais, apresentou uma pesquisa global realizada pela EgonZehnder que questionou, a 400 CEOs do mercado, o que as empresas mais exigem deles. Procurando focar no lado humano desses profissionais, chegou a uma observação interessante: os CEOs tiveram, durante suas atuações como executivos líderes, que transformar não somente o negócio da empresa, mas transformar a si mesmos.


Quando questionados se estavam realmente preparados para o cargo de CEO, apenas 32% disseram que se sentiam totalmente prontos. E dentre os temas que apresentaram como mais difíceis, destaque para o exercício de uma liderança mais humana e próxima, a comunicação com a mídia e o mundo exterior, a habilidade de relacionamento, e proximidade com o conselho de administração. “Há pouca preparação para o cargo de CEO. É uma questão da área de recursos humanos, mas também do conselho de administração que precisa dar mais feedback”, comentou Angela.


Ainda sobre preparações, para Sergio Averbach, presidente da América do Sul da Korn/Ferry International, sessões de coach são sim muito valiosas para esses profissionais. “As pessoas não têm ideia do quanto o coach ajuda. Eu, por exemplo, faço sessões semanais há mais de seis anos”, comentou.


Também trazendo ao painel dados de uma pesquisa, apontou que existem 67 competências desejáveis aos CEOs. “Porém, para ter um grande êxito, é preciso dominar nove dessas 67”, disse. Sabendo que essas nove características variam de acordo com as necessidades de cada empresa, o especialista definiu as que podem e devem sempre ser priorizadas. São elas: inspirar confiança, ter mentalidade estratégica, formar equipes eficientes, atrair os melhores talentos, ser resiliente, incitar resultados, ter visão de negócios, gerenciar stakeholders, e ter boa adaptabilidade à diferentes situações.


“No mundo executivo essas competências são comportamentais. E a boa notícia é que, em princípio, qualquer uma delas pode ser desenvolvida e as melhores oportunidades de desenvolvimento estão dentro do próprio ambiente de trabalho”, completou Averbach.


Não é fácil ser um CEO – Ainda no painel com os headhunters, Jacques Sarfatti, managing diretor da Russel Reynolds Associates, falou sobre as dificuldades de assumir um cargo de alta relevância dentro das corporações. Segundo ele, entrevistas recentes com executivos e líderes formadores de opinião identificaram tendências que impactam as organizações.


“Existem três tendências importantes que estão mudando a dinâmica do mercado, causando pressão e aumentando a complexidade da gestão dos CEOs”, declarou apontando que a primeira dessas tendências é a mudança tecnológica, a segunda é a mudança no perfil demográfico e das práticas no ambiente de trabalho, e a terceira é a mudança global e os desafios econômicos que estão surgindo.


“É importante que cada CEO entenda onde está sua força e onde está sua fraqueza para que seja desenvolvida. Até mesmo por que muitos deles, em uma próxima etapa da carreira, irão para os conselhos de administração e precisarão ainda mais de suas competências silenciosas”, finalizou.


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