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Contribuição de profissionais de RH é essencial para simplificação do eSocial

Com auditório lotado, ABPRH estimula participação da comunidade e realiza primeiro encontro do comitê de eSocial. Comandado por Tânia Gurgel, evento contou com a participação de representantes de entidades parceiras, como João Batista (Cebrasse) e Sarina Sasaki Manata (Fecomercio)


Com auditório da Arena Trevisan Escola de Negócios lotado, a APBRH (Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos) realizou nesta quarta-feira (17), em São Paulo, a primeira reunião do Comitê de eSocial da associação. O objetivo foi abrir espaço para gestores e líderes de RH de empresas do Grupo 1, 2 e 3 levantarem sugestões e propostas para o processo de simplificação do eSocial.


Comandado por Tânia Gurgel, Vice-Presidente de Relações Tributárias e Trabalhistas - eSocial da ABPRH, o evento contou com a participação do João Batista (Cebrasse) e da Sarina Sasaki Manata (Fecomercio), além dos membros do comitê da ABPRH, Claudeci da Silva, Tiago Ferreira Freddi, Karin F Soliva Soria, Iane Wonz e Lucilene Aguiar.


Ao abrir a reunião, a vice-presidente de Planejamento do ABPRH, Angela Castro, destacou o caráter extraordinário da questão para a associação. “Até agora, poucas entidades de RH se mobilizaram juntos as empresas no intuito de colher propostas do RH para contribuir com esse estágio da mudança o eSocial. O nosso intuito aqui é fazer do eSocial uma melhor ferramenta para nosso departamento”.



“O encontro foi muito importante e mostra o interesse da comunidade. Foi uma oportunidade para várias empresas apresentarem suas sugestões, seus pontos de melhoria para a simplificação do sistema do eSocial. A ABPRH vem sendo protagonista e trabalhando para a manutenção e simplificação do eSocial”, ressaltou Milva Gois dos Santos Pagano, presidente executiva da ABPRH.


Embora o eSocial já tenha quatro anos de existência, ainda há empresas com muitas dúvidas, e adequar-se tem sido um desafio para todas as empresas. O Comitê do eSocial da APBRH foi criado no começo do ano para auxiliar as empresas além do momento da implantação, contribuindo com temas pertinentes à manutenção do eSocial nas empresas. Até agora, a associação compilou as sugestões e demandas coletadas de outras entidades e deve em breve enviar o documento ao governo.


Uma das principais sugestões será o pedido de extensão do prazo de adaptação. A lista de pedidos inclui mais 6 meses para as exigências feitas ao Grupo 1, tempo de resposta e teste para alterações para empresas desenvolvedoras dos softwares e prazo de 90 dias para adaptação às mudanças para as empresas dos grupos 1, 2 e 3.


Para que o sistema tenha de fato impacto positivo, Tânia estimulou que os presentes preparem sugestões sobre itens de exclusão, alteração ou operacionalização de processos no sistema para incluir no documento a ser enviado às autoridades. “Costumo dizer que o eSocial é o resgate da dignidade, do trabalho e das empresas de bem. Nosso objetivo aqui é ajudar cerca de 70 milhões de profissionais que são regidos só pela CLT”.


Tania destacou ainda a aproximação que a entidade possui com a Secretaria do Trabalho e a necessidade de capacitação de áreas correlatas. “Um profissional de RH será cientista de dados e precisa aprender a copilar dados. Além do RH, a área de segurança também precisa ser capacitada”.


Sugestões

O Grupo de Trabalho do comitê reuniu cerca de 100 sugestões. Somente a Fecomercio mandou cerca de 50 “Mais de 70% dos problemas enfrentados pelas empresas não são somente problemas técnicos do eSocial. A maioria diz respeito ao uso e ao conhecimento. Por isso, é preciso conhecer bem a legislação para que as alterações e as simplificações possam realmente ser efetivas”, disse Karin F Soliva Soria.


Embora tenha percepção de que o eSocial acabou alterando e tornado mais complexo o processo, Sarina Sasaki Manata, da Fecomercio, afirmou que reunir as sugestões e encaminhar para quem realmente mexe com o sistema é muito importante nesse momento. “Percebemos que as pessoas que estão responsáveis no novo governo estão um pouco perdidas, houveram muitas alterações”.  


“O intuito do eSocial é mostrar com transparência como estão as empresas do Brasil. Os números não chegam precisos e temos somente uma ideia. Pessoas podem perder benefícios por erros, falta de envio de dados corretos”, ressalta Claudeci da Silva.


No encerramento do evento, Milva Gois dos Santos Pagano, destacou o momento histórico de transformação, simplificação e reposicionamento. “Estamos nos posicionando em parceria com outras entidades como Fecomercio e Cebrasse para colaborar com o tema. Criamos estruturas de comitê para o eSocial, proteção de dados e saúde corporativa para levantar sugestões e propostas”.