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Era digital deve reduzir custos das operações de remuneração e benefícios

Atualizado: 9 de Out de 2018

Aplicativos e plataformas digitais para VR e pagamento de salário já são realidade


São Paulo, 03/10/18 – Com a plena adoção de cartões-refeição com senha, nem todo mundo se lembra do tempo que os benefícios eram distribuídos em cartelas de papel, onerando as organizações com a logística de transporte, segurança e tempo. Entretanto, os eficientes cartões de hoje em dia podem se tornar obsoletos em breve: já há aplicativos-alimentação. Essa foi uma das novidades apresentadas no IV Fórum de Remuneração e Benefícios promovido pela ABPRH (Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos), no Hospital 9 de julho, em São Paulo.


Diretor executivo da Unibem Saúde Ocupacional, Edvaldo Carlos Galano apresentou essa tecnologia no painel “Quais os desafios para inovar em R&B?”. “Todas as empresas buscam produtividade, e o RH tem contribuição importantíssima para isso. Mas é preciso ter coragem para implementar”, explica ele, que adotou a tecnologia da startup Vee, que oferece cartões-aplicativo para benefícios de alimentação, refeição e combustível.


“Quando eu comecei a trabalhar, esse benefício era em vouchers confeccionados até com marca-d’água para evitar falsificação, mas precisamos sempre pensar em como fazer coisas velhas de um jeito novo”, completa. Entre as vantagens do produto para organizações, Galano cita o custo zero, o acesso a relatórios e a facilidade na gestão.


Fabiano Dias, gerente de Business Development da Bitwage, também destaca a isenção de taxas para a empresa como um ponto relevante para a contratação do serviço oferecido pela startup. Fundada nos Estados Unidos em 2014, a Bitwage paga salários em criptomoedas, segundo Fabiano, uma facilidade que agrada 60% da geração millennium (nascidos a partir de 1980).


“Atendemos hoje a empresas como Google, OMS, NASA e Uber. Temos quase 20 mil usuários pagos e US$ 35 milhões em quatro anos de funcionamento.” De acordo com ele, o profissional escolhe por meio de um sistema como quer receber o salário: o percentual que quer que seja depositado no seu banco, o percentual que prefere em bitcoin sem ter que passar por uma exchange e o que gostaria de ter aplicado em algum fundo em criptomoeda atrelado a uma moeda como euro ou dólar, para controlar a volatilidade.


Totalmente legal, Fabiano destaca ainda que o sistema incentiva o investimento, a educação financeira e facilita a vida de nômades digitais, que podem trocar o salário pela moeda do país onde estiverem. “A gente enxerga o que fazemos como o futuro. A ideia também é orientar sobre investimentos e saúde financeira.”


Vice-presidente executiva da ABPRH, a moderadora Tania Moura destacou o movimento positivo do Brasil com os dois cases de sucesso apresentados no Fórum. “A inovação vem com novas formas de gestão. Esse é o pensar diferente do RH, que amplia a visão e tem uma postura mais de protagonista”, completa.