Frágil, resiliente ou antifrágil?

Guilherme Soarez, CEO da HSM Educação Executiva, fala sobre como resistir à um mundo de mudanças


A palestra de abertura do VIII Fórum de CEOs começou de forma inusitada. Com um drone em mãos, Guilherme Soarez, CEO da HSM Educação Executiva, mostrou que é importante fugir do óbvio pois o mundo está mudando rapidamente. Fazendo um breve voo dentro do auditório da TozziniFreire Advogados, local onde foi realizado o encontro, o executivo disse que o primeiro veículo aéreo não tripulado do mundo foi construído entre a primeira e a segunda guerras mundiais a um custo de US$ 1,5 bilhão de dólares. Hoje é possível comprar um drone com menos de US$ 100 dólares. Essa é a prova de que o mundo não para de evoluir e que é preciso estar atento para acompanhar essa evolução.

Em sua palestra, Soarez apresentou o conceito do antifrágil, inspirado no livro “Antifrágil: Coisas que se beneficiam com o caos”, uma publicação do matemático líbano-americano Nassim Nicholas Taleb. “O ser frágil é como uma taça de cristal que se quebra ao choque. O ser resiliente é como a fênix, que ressurge após o choque, mas ressurge em seu estado inicial. É preciso, então, ser antifrágil como a Hidra de Lerna, monstro da mitologia grega que ao ter uma cabeça cortada, nascem duas no lugar. Somente assim melhoraremos a cada choque recebido”, declarou lembrando que estamos em um momento da história na qual as mudanças e a instabilidade tendem a aumentar.

Afirmando que é preciso investir em uma cultura na qual o erro gere um aprendizado positivo, o especialista afirma que o aprendizado organizacional depende de três pilares: cultura empresarial, modelo de gestão e liderança. E, para que esse modelo seja seguido, existem quatro grandes tendências. O life long learning, que afirma que nunca deixamos de aprender; o microlearning, que considera oferecer doses menores de conteúdos mais específicos e direcionados a cada perfil; a aprendizagem em rede, pois hoje todos têm muito a aprender, mas também a ensinar; e a aprendizagem líquida, pois o ser humano aprende 24 horas por dia. “O aprendizado precisa ser omni, ou seja, precisa ser orgânico, mobile, não linear e integrado”, pontuou.

Falando sobre sua vasta experiência profissional desde que iniciou sua atuação ainda enquanto morava no Ceará, Soarez declarou que é muito interessante acompanhar o desenvolvimento e a evolução das pessoas por onde passa, principalmente por essa evolução sempre estar acompanhada de muito conhecimento. Para encerrar a sua apresentação, declarou: “Se o mundo é V.U.C.A. precisar estar abertos ao novo para ousar aprender. Espero que assim possamos surfar as ondas que virão contribuindo para um Brasil melhor”.




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