GT de Educação Corporativa da ABPRH discute o poder do microlearning para o RH

O Grupo de Trabalho de Educação Corporativa da ABPRH (Associação Brasileira de Profissionais de RH) realizou mais um encontro para discutir uma nova tendência em treinamento corporativo: o microlearning. Na abertura, o vice-presidente de Gestão e Conteúdo Luciano Amato, apresentou a nova estrutura da associação e destacou a importância da discussão para o setor.


Com a presença dos coordenadores Andrea Duarte Leite, Edson Moretti Junior e Rodrigo Luiz Silva, os participantes receberam Isabel Ramirez, mestre em educação e psicologia da Syracuse University, que deu uma aula sobre a tendência em treinamento corporativo que desenvolve uma única habilidade em um curto espaço de tempo, trazendo mais retorno e efetividade.


“A tecnologia acaba promovendo um processo de distanciamento entre as relações humanas. E nós, como profissionais de RH, não podemos deixar que as relações se percam diante do aumento da tecnologia. Esse grupo tem um compromisso bastante sério de discutir diversas btemáticas, na perspectiva do material humano”, afirmou Andréa Fini Santiago, uma das participantes do grupo. “Trazendo esse olhar sobre como podemos impactar as pessoas e melhorar a experiência, também contribuímos para melhorar as oportunidades para essas pessoas. Acho muito importante o GT, principalmente porque tratamos de temas relevantes ao mercado com coisas que vamos aplicar no nosso dia a dia”, completou Rodrigo Luiz Silva, coordenador da ABPRH.


Empoderamento da informação

Em um mundo digital onde a conectividade é cada vez mais aprimorada, o microlearning tem se tornado uma tendência para o mercado de treinamento corporativo. O que dizer de um conteúdo que pode ser facilmente acessado e transmite conhecimentos na medida e na hora em que você mais precisa? Essa é a premissa do microlearning, uma estratégia de entrega que utiliza pequenas rajadas de informação ou pílulas de conhecimento de maneira clara e objetiva. A ideia é que cada pílula acrescente uma única informação a um todo, de maneira simples. Ou seja, ele deve ter um único objetivo.


Para falar sobre o assunto, Izabel usou o exemplo do lançamento do AppleWatch, feito no Vale do Silício (EUA). “Feita em 30 minutos, a apresentação teve a participação de várias pessoas, mídias, dispositivos e temas em porções pequenas. Eles fizeram nesse formato para manter o público envolvido”, explicou Izabel. De acordo com ela, a premissa que sustenta o microlearning é que o cérebro fica facilmente entediado e, portanto, precisa ser constantemente estimulado.


Ser fácil e rápido não significa que o conteúdo perca em qualidade. Izabel ressalta que, por ser focado na transmissão de uma única informação, o microlearning pode ser uma valiosa ferramenta para um programa de e-learning ou como apoio para um treinamento presencial. Respeitar o conhecimento pessoal de cada um é outra diretriz do microlearning. Nesse sentido, há várias maneiras de se impactar o aluno, desde gamification, testes, simulações, vídeos até podcasts e outros.


A estratégia de oferta de conteúdo fácil e rápido é bem alinhada com o modus operandi da nova geração que chega ao mercado de trabalho. Nascida na era digital, busca praticidade, objetividade, conteúdo direto, preciso e rápido. “O microlearning permite que o profissional se empodere do andamento do seu próprio aprendizado, aproveitando aqueles gaps de tempo em sua rotina. Ele decide o melhor momento.” Para a empresa, o microlearning pode funcionar em ações pontuais, atualização ou reciclagem profissional. “A empresa pode criar uma biblioteca virtual com os minicursos.” Ela, no entanto, chama a atenção para a sinergias entre as partes. “As partes digitais devem ser pensadas e desenvolvidas com muito cuidado. Elas precisam ser fáceis de acessar, de usar e complementar-se com visual atraente para continuar estimulando o cérebro com excelente user experience.”


Dicas de como preparar um microlearning

• Conhecer seu público

• Verificar se o conteúdo se adapta ao microlearning

• Separar o conteúdo em pequenos nuggets

• Deixar claro o objetivo do minicurso

• Planejar a duração de cada minicurso– não adianta falar rápido

• Trabalhar com formatos/plataformas/dispositivos flexíveis

• Permitir que os alunos baixem o conteúdo

• Incentivar a assistir ao próximo vídeo

• Mostrar os benefícios de concluir o curso e não somente o módulo

• Permitir atualizações do conteúdo

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