Na era das máquinas, RH deve incentivar características humanas do colaborador

Painel da ABPRH discute o impacto da transformação digital e novos perfis profissionais


A transformação digital e a evolução do comportamento das pessoas trouxeram novos desafios para o RH. Como em todo processo de transformação, as pessoas e a gestão estão no centro do sistema. Para discutir como lidar com profissionais cada vez mais multifacetados, o IV Fórum de Tendências de RH, realizado pela a ABPRH (Associação Brasileira de Profissionais de RH), promoveu o painel ‘Pessoas 4.0: Humanização & Tecnologia’.


Moderado por Carlos Baldini, diretor executivo de RH, o painel contou com a presença de Daniel Scott, fundador da Argutia Academy; Ligia Zotini Mazurkiewicz, Futuristic Thinker, Tech & Leadership Professor,FAPPES e fundadora da Voicers e Joseph Teperman, Sócio Fundador, Diretor Geral e Headhunter da INNITI.


As novas tecnologias não só proporcionaram a mudança no comportamento das pessoas como também contribuíram para a criação de novos perfis profissionais. Na era da Internet das Coisas, as máquinas deixam de apenas auxiliar e se unem às pessoas. Para Lígia, em um mundo onde a tecnologia pode aprender, o futuro é do mais sábio e do mais preparado e não necessariamente do hierárquico. “As empresas vão migrar de ego sistemas para ecossistemas. A liderança vai deixar de ser comando e controle para ser inspiração e realização”.


Lígia é futurologista e fundou o Voicers como forma de propagar ideias de futuros desejáveis. Segundo ela, neste novo momento, o RH precisa evoluir no sentido de inspirar o colaborador. “Será preciso inspirar a pessoa a trabalhar porque ela terá várias fontes de renda e a realização do trabalho dependerá de inspiração”.


Para ela, em uma sociedade onde as coisas vão ganhar inteligência e nos substituir em tarefas repetitivas, nos sobressairemos como curadores, cuidadores, compartilhadores, conhecedores e criadores de mundo, futuro e realidades. “Eu acho que vamos ser convidados a ser humanos pela primeira vez na história”.


“Que bom que as máquinas estão ficando mais inteligentes, porque assim o homem pode ficar mais humano”, concordou Joseph Teperman. Para ele, a era das Pessoas 4.0 exige que o indivíduo entenda e use as suas habilidades transferíveis. “O que é tarefa manual a máquina fará com maestria. Foque no emprego atual, mas desfoque olhando no futuro. Trabalhe com ordem mas traga caos, que é a inovação”.


A inovação não deve ser deixada de lado em nenhum momento, argumentou Daniel Scott. “O carro autônomo vai acabar com o Uber em pouco tempo e os motoristas não acreditam nisso. As pessoas muitas vezes não querem mudar”. Fazendo um paralelo com o RH, Scott afirmou que o departamento deve passar por um processo de transformação para não se tornar obsoleto.


O novo comportamento do colaborador aliado ao advento das novas tecnologias e da mudança de ambiente de trabalho trouxe um profissional multifacetado. “O novo papel do RH é criar incentivos e benefícios para os colaboradores que forem embaixadores da marca. O RH precisa estimular a integração de conhecimentos. Um dos grandes papeis do RH será ser hub de informação e conhecimento”.


O RH não vai acabar, vai sofrer um processo de transformação e as pessoas devem se preparar para isso. A transformação digital automatizará e tornará algumas funções obsoletas, mas também trará novas profissões. Nesse sentido, todos concordaram que a criatividade e as características humanas que se destacarão das máquinas.



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