Novo modelo baseado em conceitos de gestão estratégica

Reflexão sobre a troca do modelo assistencial vigente encerra VI Fórum de Saúde Corporativa e Medicina do Trabalho


O valor agregado da gestão por meio da colaboração foi o tema escolhido para encerrar as apresentações do VI Fórum de Saúde Corporativa e Medicina do Trabalho, que aconteceu no último dia 13 de setembro, promovido pela ABPRH, em São Paulo.



Na opinião de Marcia Agosti, Senior Health Programs Manager South America da General Eletric o fórum teve um saldo extremamente positivo, tendo sido claro e objetivo no tratamento dos temas propostos. “Estamos em um processo de mudança, em um processo de transformação que vai muito além do que vivíamos antes”, disse. “São interesses sistêmicos, são interesses de negócios, são interesses do Banco Mundial, são interesses de empresas. Então está claro que não temos mais como deixar essas questões de lado.”


Para ela, para se alcançar a eficiência e sustentabilidade de um sistema de saúde é preciso encontrar uma forma de gerar valor agregado por meio da inovação de gestão, e confluir para tratativa de riscos e antecipação de cenários.


Marcia iniciou sua argumentação tratando de como o envelhecimento da população acabou gerando problemas e de como esse novo cenário se inserirá no futuro. “Temos um sistema de saúde organizado de uma forma que essa mudança na pirâmide trará complicações”, disse, reproduzindo tópicos já abordados durante o dia, como a questão da fila nos hospitais, a insatisfação do usuário, a insatisfação dos profissionais, o prejuízo na qualidade dos atendimentos e o desperdício de recursos: “Estamos tendo que cuidar não apenas da complicação de eventos relacionados a saúde, mas também ônus resultante dos efeitos adversos do cuidado com a doença (má prática) e da ineficiência do sistema”, afirmou.


Marcia afirmou que a capacidade de criar uma economia de inovação que favoreça os seres humanos é o desafio e a oportunidade. Citando o famoso artigo de Marcelo Caldeira Pedroso e Ana Maria Malik, “As quatro dimensões competitivas da saúde”, publicado no Harvard Business Review, ela abordou como o modelo baseado em conceitos de gestão estratégica pode ser usado para inovar e melhorar a competitividade no setor.


Para ela, é preciso refletir sobre a troca de um modelo assistencial suplementar ineficiente como o vigente, responsável pelos descontroles nos custos da saúde, desperdício de recursos, e até mesmo pela baixa confiança no sistema de saúde e nos players para um novo modelo centrado na construção colaborativa de um sistema de saúde que adota a medicina centrada na pessoa e é focado na avaliação de custo efetividade dessas ações. Cada vez mais é preciso conscientizar a população sobre riscos e perigos a saúde, com conteúdo educativo e oferta de programas e ferramentas que apoiam a decisão orientada sobre saúde e bem estar, bem como gerenciar dessa ações.





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