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Palestrante internacional aborda impactos da transformação digital na gestão

Atualizado: 9 de Out de 2018

Alfredo Soares, diretor da Mercer, apresenta pesquisa sobre o tema realizada em 44 países


São Paulo, 03/10/18 – São as pessoas que conduzem a transformação digital. Essa foi uma das principais mensagens do diretor da Consultoria Mercer, Alfredo Soares, que palestrou sobre a “Transformação digital e impacto na gestão de pessoas”, na abertura do IV Fórum de Remuneração e Benefícios promovido pela ABPRH (Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos) no dia 3 de outubro em São Paulo.


Com experiência no mercado de Recursos Humanos do Brasil, de Portugal e do Oriente Médio, o palestrante português com atuação em remuneração de executivos e gestão de talentos acredita que as organizações devem dar espaço para que todos os colaboradores participem ativamente dessa transformação, a qual ele chama de quarta revolução industrial.


As colocações de Soares basearam-se em um estudo realizado por sua empresa este ano, que consultou mais de 7,5 mil pessoas de companhias privadas e públicas de 44 países. A pesquisa revelou que 100% dos conselheiros acreditam que haverá um aumento na competição por talentos este ano, sendo que 50% acreditam na mudança nas métricas do scorecard.


Essas mudanças estão diretamente relacionadas às cinco principais tendências listadas pelo estudo: mudança com rapidez, trabalhando com propósito, flexibilidade permanente, plataforma para talento e o digital de dentro para fora.


Para conduzir esse processo, Soares destacou a necessidade de líderes com direção clara e remuneração justa e competitiva. “As pessoas motivadas têm três vezes mais chances de se comprometer com a organização”, afirmou o consultor, enfatizando que a busca por um propósito no trabalho é o próximo capítulo na proposta de valor da relação empregado-empresa. Segundo ele, no século 20, o foco estava nas necessidades básicas como salário, benefícios e segurança; atualmente, as pessoas buscam as necessidades psicológicas, a realização, a camaradagem e a igualdade; mas a tendência futura se direciona aos impactos do trabalho na sociedade.


Outra tendência em destaque, a flexibilização, deve ser pensada tanto no que tange ao modus operandi do trabalho quanto a remuneração e benefício. Além do trabalho remoto ser cada vez mais uma realidade, ele enfatiza os novos modelos de escritório. “Reuniões em pé, com mesas altas, são mais eficientes, duram menos. Eu tenho que navegar pela organização, não só na minha sala, com a minha mesa”, explica.


“A flexibilização traz mais dinâmica e faz com que as pessoas sejam mais criativas”, também afirma o consultor, lembrando que é preciso que os gestores conheçam os colaboradores, de modo que adaptem as competências às tarefas desenvolvidas, potencializando a força de trabalho e, consequentemente, a plataforma para o talento. O estudo mostra que 71% dos indivíduos que prosperam dizem que suas empresas oferecem trabalho flexível (comparados aos 32% que não prosperam) e que melhorar a experiência do empregado impacta consideravelmente o negócio.


De acordo com Soares, a comunicação é chave para permitir que o colaborador saiba o que a empresa é. “Esse é o caminho digital, precisamos fazer menos coisas repetitivas e mais inovadoras”, explica, enfatizando que esse processo ainda deve ser muito aprimorado. “Embora 94% dos executivos entrevistados tenham afirmado que a inovação é parte fundamental da agenda de 2018, apenas 39% têm financiamento específico e 15% dos empregados dizem que é muito fácil inovar”, completou.