RH estratégico olha para metas, indicadores e impactos humanos

Atualizado: 9 de Out de 2018

Conhecer o público interno é essencial na assertividade em programas de R&B


São Paulo, 03/10/18– Em ambientes corporativos onde robôs, big datas e internet das coisas estão cada vez mais interligados aos modelos de negócio, o impacto do trabalho no estilo de vida das pessoas deve ser prioridade para as lideranças. Alinhada a esse pensamento, a ABPRH (Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos) promoveu a mesa-redonda “A visão da alta liderança sobre R&B” durante o IV Fórum de Remuneração e Benefícios, no dia 3 de outubro, em São Paulo.


Moderado pela vice-presidente executiva da ABPRH, Tania Moura, o debate contou com a participação de duas executivas de relevância nacional: a CEO do Laboratório Sabin de Análises Clínicas, Lídia Abdalla; e a conselheira especialista em Governança de Empresas Familiares Cidinha Fonseca.

De acordo com Cidinha, que tem em seu currículo cargos de liderança no Unibanco SA, na Johnson & Johnson e no Grupo Pão de Açúcar, dos cinco livros mais alugados na biblioteca da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 2017, quatro abordavam relações humanas, em temas como trabalho em equipe e liderança. “Meus chefes costumavam dizer que eu nasci RH, se você nasceu RH, ótimo, mas invista para ser uma pessoa de negócios. Não dá para ser só RH”, explicou, afirmando que “nem sempre o CEO tem cabeça de RH”. E emendou: “Você tem que estar à frente, alertar. Quais são os cargos e as competências do futuro? Não sabemos”.

Para a sorte dos 4,7 mil funcionários do laboratório Sabin, 77% deles mulheres, Lídia tem essa cabeça. Ela enxerga os custos com os colaboradores como investimento. “Na contabilidade está como despesa, mas para mim é investimento e eu tenho o retorno financeiro disso.” A CEO afirma que, embora a organização adote modelos prontos e conte com a ajuda de consultorias, o programa de benefícios também foi desenvolvido empiricamente.

“Muitas pessoas que moram em Brasília não são de lá e têm família fora, então, não adianta dar o dia de aniversário de folga, nós preferimos dar a festa na empresa. Como o custo da cidade é muito caro, também fazemos casamentos de colaboradores dentro da empresa, já fizemos seis”, conta Lídia, que destaca a importância de um RH estratégico, que olhe para metas, indicadores e impactos dos benefícios. “O RH é a presidência, é cada liderança. O RH tem que conhecer o cliente, ser assertivo e buscar os profissionais certos”, explica, completando que 99% das lideranças do Sabin são formadas em casa, inclusive ela, que ingressou na companhia como trainee em 1999.


A moderadora Tania destaca que ambas as executivas enfatizaram claramente as competências que o RH precisa ter neste novo momento. “Há um olhar muito forte no reposicionamento do RH para olhar para o negócio. Não adianta só olhar para dentro, tem que falar para dentro de acordo com o que eu conheço lá de fora. O mundo está ficando mais desafiador.”


Nesse sentido, a consultora Cidinha completa: “As empresas estão começando a se mexer, rever organogramas. O que eu vejo é que temos uma grande oportunidade. Agora é a hora de o RH aparecer!”.

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