RH no Combate ao COVID-19

Atualizado: há 7 dias

Vivemos no Brasil o momento mais crítico da pandemia da COVID-19, com alta transmissibilidade do vírus, mutações e variantes identificadas do vírus, sobrecarga dos serviços de saúde públicos e privados, recorde de vidas perdidas por dia, sinais de esgo

tamento dos profissionais assistenciais e administrativos de Hospitais e outras unidades de saúde, e endurecimento das medidas de distanciamento e isolamento social por parte do poder executivo.


Mais do que nunca devemos respeitar e seguir rigorosamente as medidas de proteção contra a transmissão do SARS-COV2: higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, uso de máscaras, distanciamento mínimo de 1 metro, evitar contatos como apertos de mão e abraços e evitar contato com o rosto e mucosas sem a correta lavagem das mãos. No ambiente corporativo é fundamental que todas as medidas sejam respeitadas e o home office seja priorizado quando possível. Os colaboradores devem sinalizar o serviço de saúde mesmo com sintomas leves, a fim de identificar precocemente os casos, realizar testagem, serem isolados e os contactantes diretos monitorados. Os colaboradores com casos confirmados de COVID devem ser acompanhados por linhas de cuidado envolvendo principalmente o telemonitoramento multidisciplinar.

O acolhimento ao paciente e aos familiares é fundamental durante o adoecimento. O suporte psicossocial deve ser fornecido pelas empresas, através de serviços próprios, programas de apoio psicológico e social, telepsicologia e quando necessário o atendimento psiquiátrico. Nos serviços de saúde o mapeamento e identificação precoce dos colaboradores em sofrimento psíquico é primordial. Podemos realizá-lo por meio de instrumentos validados ou até mesmo pela identificação dos gestores e colegas, daqueles com sinais e sintomas evidentes. Acolher o profissional de saúde, fortalecer suas habilidades de enfrentamento ao estresse e resiliência, oferecer suporte psicológico, social e tratamento quando necessário, deve fazer parte do escopo das ações corporativas. Lembro: Informação real e atualizada, e educação em saúde nunca devem ficar de fora e são elementares no enfrentamento da questão da saúde emocional nas empresas.

Dentro de um cenário tão incerto e volátil, a esperança está na imunização. Países como a Inglaterra e Israel, com altas taxas de cobertura vacinal, reduziram em mais de 50% as internações e reduziram o número de casos graves que necessitam de cuidados intensivos. Precisamos aderir e acelerar a campanha em nosso Brasil. Somente assim venceremos a pandemia e poderemos vislumbrar um “novo normal”.


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